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13/10/2026
Cooperativismo movimenta mais de R$ 75 bi em Mato Grosso e gera 14 mil empregos diretos
Levantamentos apresentados pelo Sistema OCB/MT mostra impacto econômico do setor em Mato Grosso e diferenciais associados à presença de cooperativas nos municípios O cooperativismo mato-grossense movimentou R$ 56,05 bilhões em ingressos e receitas em 2025 e esteve associado à mobilização de R$ 75,26 bilhões em produção dentro de Mato Grosso e R$ 100,28 bilhões em todo o Brasil. Os dados fazem parte do estudo Impactos do Cooperativismo na Economia de Mato Grosso, elaborado pelo Observatório do Cooperativismo de Mato Grosso, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), a partir de demanda do Sistema OCB/MT, e apresentado em um evento nesta segunda-feira (28), em Cuiabá. Além do estudo de impacto econômico, o evento marcou o lançamento do Anuário do Cooperativismo Mato-grossense 2026, publicação que reúne os principais dados oficiais do setor e apresenta um panorama da evolução do cooperativismo no estado. Para o presidente do Sistema OCB/MT, Nelson Piccoli, os indicadores mostram a dimensão alcançada pelo movimento cooperativista no estado. “O cooperativismo está presente em diferentes setores da economia e em diferentes regiões de Mato Grosso. Esses números mostram a dimensão que o movimento alcançou e, principalmente, a sua capacidade de gerar oportunidades e movimentar a economia. O nosso compromisso é continuar fortalecendo as cooperativas para que elas possam ampliar sua atuação, gerar benefícios aos cooperados e contribuir cada vez mais para o desenvolvimento das comunidades onde estão inseridas.” A pesquisa do Observatório em parceria com a FIPE também estima que a atividade das cooperativas esteve associada à mobilização de 376,8 mil empregos formais e informais, diretos e indiretos, em Mato Grosso, além de R$ 37,15 bilhões em valor adicionado, R$ 2,88 bilhões em arrecadação de impostos e R$ 12,48 bilhões em massa salarial no estado. Os resultados foram calculados por meio de uma Matriz Insumo-Produto, metodologia que permite mensurar os efeitos diretos e indiretos da atividade das cooperativas sobre diferentes setores da economia. Para cada R$ 1,00 de demanda mobilizada pelo cooperativismo, o estudo estima R$ 1,34 em produção dentro do estado. Em relação ao emprego, cada R$ 1 milhão de demanda está associado a 8,58 postos de trabalho formais e informais no país, dos quais 6,72 estão em Mato Grosso. Para o superintendente do Sistema OCB/MT, Frederico Azevedo, os números ajudam a dimensionar o cooperativismo para além da atuação das próprias organizações. “O estudo da FIPE nos permite enxergar, com dados e metodologia técnica, uma dimensão que muitas vezes não aparece quando olhamos apenas para os resultados individuais das cooperativas. A atividade cooperativista movimenta fornecedores, serviços, empregos, renda e arrecadação e estabelece conexões com diferentes setores da economia. Mostrar essa dimensão é importante para que Mato Grosso reconheça cada vez mais o cooperativismo como parte da sua dinâmica de desenvolvimento.” Presença das cooperativas está associada a diferenciais nos municípios O estudo também utilizou uma segunda metodologia econométrica para analisar as trajetórias socioeconômicas de municípios com e sem presença de cooperativas. A análise considerou mais de 30 variáveis relacionadas a atividade econômica, trabalho e renda, arrecadação, comércio exterior, agropecuária, indicadores sociais e educação. Os resultados identificaram diferenciais associados à presença de cooperativas em diferentes indicadores econômicos. Nos municípios analisados, a presença cooperativista esteve associada a um diferencial estimado de R$ 14,2 mil no PIB por habitante, 64,9 empregos formais adicionais por mil habitantes, R$ 300,20 a mais em massa salarial por habitante e R$ 206,20 em arrecadação municipal por habitante. Também foram identificados diferenciais de US$ 7.250 em exportações por habitante e de US$ 7.156 no saldo comercial por habitante. Na educação, os municípios com presença cooperativista apresentaram diferencial de 3,9 pontos percentuais na taxa de aprovação da 3ª série do Ensino Médio e de 2,1 matrículas no Ensino Superior por mil habitantes. Nos indicadores sociais analisados, o estudo identificou menor incidência de famílias no Cadastro Único e beneficiárias do Bolsa Família nesses municípios. A gerente de Desenvolvimento e Inteligência de Cooperativas do Sistema OCB/MT, Sâmyla Sousa, destaca que a pesquisa amplia a capacidade do setor de compreender e comunicar seus resultados. “Ter dados sistematizados e uma análise técnica dessa dimensão nos ajuda a compreender melhor como o cooperativismo se conecta com a economia e com os territórios. O estudo não olha apenas para dentro das cooperativas, ele evidencia os encadeamentos com outras atividades e identifica diferenciais nos municípios onde existe presença cooperativista. É uma base importante para orientar estratégias, fortalecer a tomada de decisão e dar visibilidade à contribuição do cooperativismo para Mato Grosso.” Impactos ultrapassam as fronteiras de Mato Grosso Segundo a FIPE, os efeitos da atividade cooperativista mato-grossense não ficam restritos ao estado. Do total de R$ 100,28 bilhões em produção mobilizada no Brasil, R$ 75,26 bilhões permanecem associados a impactos em Mato Grosso, enquanto R$ 25,02 bilhões correspondem às repercussões nos demais estados. O mesmo comportamento aparece nos demais indicadores: dos R$ 47,40 bilhões em valor adicionado estimados, R$ 37,15 bilhões estão em Mato Grosso; dos R$ 4,11 bilhões em arrecadação, R$ 2,88 bilhões correspondem ao estado; e, dos 481 mil empregos mobilizados, 376,8 mil estão em Mato Grosso. Os dados evidenciam a integração das cooperativas mato-grossenses com fornecedores, prestadores de serviços e cadeias produtivas de outras regiões do país. Cooperativismo mato-grossense amplia escala De acordo com os dados do Anuário do Cooperativismo Mato-grossense 2026, o estado chegou a 172 cooperativas e 1,99 milhão de cooperados, distribuídos em sete ramos. A base de cooperados cresceu de 1,75 milhão, em 2024, para 1,99 milhão no ano seguinte. No mesmo período, os ingressos e receitas das cooperativas passaram de R$ 47,95 bilhões para R$ 56,05 bilhões, enquanto os ativos totais avançaram de R$ 78,69 bilhões para R$ 88,65 bilhões. O capital social também cresceu, passando de R$ 6,57 bilhões para R$ 7,42 bilhões. O setor registrou ainda 14,09 mil empregos diretos; A densidade do cooperativismo formal no estado também se destaca no cenário nacional: Mato Grosso ocupa a 5ª posição nacional em estabelecimentos e vínculos cooperativos por 100 mil habitantes, segundo dados da RAIS. Para o Sistema OCB/MT, a divulgação conjunta do Anuário e do estudo da FIPE representa um avanço na produção e disseminação de informações sobre o cooperativismo mato-grossense. A combinação dos dados do setor com a avaliação dos impactos econômicos permite ampliar a compreensão sobre a presença das cooperativas na economia estadual e sobre suas conexões com os municípios e com outras cadeias produtivas.
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07/10/2025
Anuário do Cooperativismo de Mato Grosso 2025: dados revelam força e projetam futuro de R$ 100 bilhões
Por Frederico Azevedo
O Anuário do Cooperativismo de Mato Grosso 2025 revela a força e a resiliência de um modelo de negócio sustentável que demonstra sua prosperidade e solidez mesmo diante de um cenário global desafiador.
O documento, que detalha os resultados de 2024, mostra que o protagonismo coletivo tem feito toda a diferença no estado, com a projeção de que o setor alcance R$ 100 bilhões em ingressos, que são receitas geradas pelas cooperativas, até 2027, um expressivo crescimento de 208,55% em relação a 2024.
Os resultados de 2024 são a prova da relevância do movimento. O estado conta atualmente com 171 cooperativas registradas no Sistema OCB/MT e cerca de 1,79 milhão de cooperados, distribuídos por diversos setores. Ou seja, quase metade da população do estado, está ligada a uma cooperativa. O ramo agropecuário lidera com 72 cooperativas, seguido por Trabalho, Produção de Bens e Serviços (TPBS) com 34, Transporte com 25 e Crédito com 19.
O cooperativismo é um pilar robusto da economia mato-grossense. O setor registrou R$ 47,95 bilhões em ingressos em 2024, um crescimento significativo de 19,64% em relação ao ano anterior. Na frente de empregos, o setor é um grande empregador, com a criação de mais de 15 mil empregos diretos, um aumento de 55,55% desde 2020. A longevidade das cooperativas reforça a resiliência do modelo: 76 delas têm mais de 20 anos de atuação, superando desafios e prosperando.
O impacto vai muito além dos resultados financeiros. O modelo cooperativista se diferencia dos tradicionais por reter a riqueza na própria comunidade: as sobras são reinvestidas no município, já que os cooperados são moradores locais. Em 2024, por exemplo, R$ 118 milhões das sobras foram destinados ao Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (FATES).
A união para ganhar escala é uma característica marcante. Pequenos produtores e empreendedores unem suas forças para alcançar um volume de negócio que seria impossível individualmente, o que possibilita a compra de insumos em grande quantidade, venda conjunta de produtos e acesso a taxas de juros mais acessíveis. Além disso, as cooperativas são movidas por um propósito e suporte humano, atendendo a nichos de mercado e democratizando o acesso a serviços financeiros em 45 municípios, onde são a única instituição.
Esses resultados representam apenas uma parte do conteúdo completo do Anuário do Cooperativismo de Mato-grossense 2025. O documento traz uma análise aprofundada de como o cooperativismo se distingue em relação a outros modelos de negócio, seus investimentos em inovação, o papel na inclusão de pequenos produtores e na promoção da participação de mulheres e jovens.
Para aprofundar a leitura e conhecer todos os dados que consolidam o cooperativismo como uma alternativa eficiente e sustentável de geração de renda, emprego e desenvolvimento local, acesse o Anuário do Cooperativismo de Mato Grosso 2025.
*Frederico Azevedo é superintendente do Sistema OCB/MT.
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27/06/2025
Observatório do Cooperativismo debate pautas relevantes para o Ramo Crédito em Mato Grosso
O Observatório do Cooperativismo do Sistema OCB/MT realizou sua 13ª reunião do Grupo de Trabalho com Cooperativas de Crédito, reunindo representantes para debater temas que impactam diretamente o setor. A reunião abordou pontos essenciais para o planejamento e a segurança das cooperativas no estado.
Entre as pautas discutidas, destacaram-se:
Projetos de Lei que impactam o Ramo Crédito: Foram dadas as devolutivas referente a tramitação dos projetos em tramitação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Entre eles, o PL nº 639/2024 (apensado ao PL 2344/23), que trata da segurança em aplicativos bancários móveis, incluindo a proposta de "senha do pânico". Também, o PL nº 1383/2024, sobre a obrigatoriedade mínima de vigilantes femininas em estabelecimentos financeiros. Além de um novo projeto, o PL nº 944/2025, que dispõe sobre normas de transparência e proteção de dados em operações de crédito consignado para servidores públicos estaduais.
Sugestões para a Programação FCO 2026: O grupo discutiu propostas para o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste, visando otimizar os recursos para as cooperativas de crédito.
Programa Vigia Mais MT: Foi apresentada a importância da adesão das cooperativas ao programa, que busca a diminuição de furtos e roubos, controle de fluxo de veículos e mitigação da atuação de organizações criminosas. A participação reforça o 7º Princípio do Cooperativismo – Interesse pela Comunidade –, gerando impacto social visível e fortalecendo a imagem institucional das cooperativas.
Eventos Sistema OCB-MT 2025 e Calendário de Reuniões: A reunião também serviu para alinhar o calendário de eventos e futuras reuniões do Sistema OCB-MT, promovendo a organização e a participação ativa das cooperativas.
O Sistema OCB/MT reafirma seu compromisso em acompanhar e debater temas que afetam o ambiente de negócios das cooperativas de crédito, buscando sempre o aprimoramento e a segurança do setor em Mato Grosso.
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02/06/2025
Energia Solar em Mato Grosso: Simulador do Observatório do Cooperativismo promove crescimento sustentável
A partir de 2012, com a aprovação da Resolução Normativa 482, a energia solar tornou-se viável para os brasileiros, que desde então podem conectar o sistema à rede de distribuição e gerar créditos solares a partir do excedente de energia. Esses créditos são compensados e reduzem o valor das tarifas de energia elétrica em até 90%.
Impulsionado por fatores como o aumento dos preços da energia elétrica, a queda nos custos dos sistemas fotovoltaicos, a disponibilidade de financiamento facilitado e as condições climáticas favoráveis, o mercado de energia solar no Brasil está em ascensão. Esse crescimento também está pautado pela sustentabilidade. A luz do sol é uma fonte renovável e inesgotável de energia. Além disso, a produção de energia solar não emite gases poluentes do efeito estufa, como o gás carbônico (CO2). Cada vez mais, a energia solar vem ganhando espaço na matriz energética brasileira, contribuindo para a diversificação das fontes de energia e para a redução da dependência de combustíveis fósseis.
Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que em 2024, o Brasil adicionou 14,3 GW em energia solar fotovoltaica, superando 52 GW de capacidade operacional. A energia solar beneficia cerca de 4,7 milhões de consumidores, com 3,1 milhões de instalações em empresas e residências e já é a segunda maior fonte da matriz elétrica brasileira, respondendo por quase 22% da energia gerada no País.
Em Mato Grosso, o potencial de crescimento é ainda maior, considerando a alta incidência solar e o espaço disponível para instalação de sistemas fotovoltaicos. Com um dos maiores índices de irradiação solar do país, o estado destaca-se como um polo de energia solar e ocupa o 5º lugar no ranking brasileiro de geração distribuída.
Aproveitando esse potencial solar abundante do estado e o crescimento exponencial do mercado de energia solar, em apoio à crescente demanda das cooperativas por soluções energéticas sustentáveis e economicamente viáveis, o Observatório do Cooperativismo de Mato Grosso lança um simulador online para acelerar a adoção da energia fotovoltaica pelas cooperativas.
A ferramenta, de acesso universal, realiza cálculos precisos, demonstra o desempenho econômico da cooperativa e fornece dados fundamentais sobre a usina, demanda, área, equipamentos e retorno de capital. Ao fornecer informações detalhadas e personalizadas sobre o investimento necessário e a economia potencial, o simulador facilita a tomada de decisão.
Por meio dele é possível calcular a quantidade exata de energia solar para compensar o consumo de energia elétrica convencional, além de simular diferentes cenários de financiamento. Além disso, o usuário recebe um relatório detalhado com a análise da viabilidade do investimento.
O simulador do Observatório do Cooperativismo oferece estimativas mais precisas e alinhadas à realidade do usuário, proporcionando um direcionamento mais confiável para a tomada de decisão.
O Observatório, consciente do potencial solar de Mato Grosso e do crescimento do mercado de energia solar no Brasil, assume a liderança na promoção da energia fotovoltaica no estado. O simulador online é mais um passo em direção a um futuro mais sustentável e próspero para as cooperativas e para toda a sociedade mato-grossense.
Sâmyla de Sousa
Coordenadora do Observatório do Cooperativismo de MT
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1,79
milhão de cooperados
15,12
mil empregos diretos
R$ 47,95
bilhões de reais movimentados em 2024

Gilson Camboin
representante do segmento mineral do Sistema OCB/MT

Seneri Paludo
Diretor Executivo Sicredi/Central Centro Norte

Daniel Silva
Representante do Segmento Lácteo do Sistema OCB/MT
Endereço: R. Eng. Agrônomo Arnaldo Duarte Monteiro, Quadra 4 – Lote 3, Setor A – Ala B
Centro Político Administrativo, Cuiabá - MT, 78049-050
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